Você já parou para pensar que o maior desperdício de potencial humano no mundo não é a falta de inteligência, nem a falta de recursos, mas sim a preguiça ? Não a preguiça física do descanso, mas aquela que a sabedoria milenar ? desde a antiguidade até os conceitos de acedia e pecado capital ? sempre tratou como o vício da apatia: a paralisia da alma que escolhe cruzar os braços e negligenciar o próprio papel no mundo. Isso mesmo, fingir que o problema não é com a gente e esperar que os outros resolvam a nossa vida.
A gente passa boa parte da vida planejando, estudando, desejando mudanças, reclamando do cenário lá fora... e esperando que o momento ideal, o governo perfeito que resolva todos os problemas ou que uma circunstância mágica apareça para gente dar o primeiro passo. Mas nosso cérebro só pensa em sobrevivência e estar na zona de conforto e economizar energia.
A nossa Guiança de hoje será o verbo AGIR.
Hoje quero falar de forma direta com você sobre o poder da escolha, o peso da responsabilidade e o sentido verdadeiro desse verbo agir.
Agir é atuar e provocar efeito, exatamente como um princípio ativo de um remédio potente que entra na corrente sanguínea para transformar o funcionamento de todo o organismo.
Quando pensamos na palavra ação, é comum acharmos que se trata apenas de um fazer por fazer ? aquela ocupação excessiva e sem propósito, em que a pessoa gasta toda a sua energia no piloto automático, mas sem nenhum resultado. AGIR é um ato de efeito sistêmico e um movimento espiritual. No caso do remédio na dosagem certa altera a química inteira, combate a infecção e devolve a harmonia. Na vida e na sociedade, a sua escolha funciona exatamente do mesmo jeito: ela é o princípio ativo que causa um impacto direto no coletivo.
Se olharmos para o momento histórico que o Brasil atravessa hoje ? hoje é domingo e é um dia decisivo que não molda apenas os rumos dos próximos quatro anos, mas o futuro da humanidade, considerando que nosso país foi chamado há décadas de o celeiro do mundo e abastece o planeta inteiro com todas as matérias-primas essenciais ?, percebemos que não há espaço para a omissão. (E omitir-se significa, também, anular o voto ou votar em branco).
Quem decide ficar de braços cruzados achando que a sua escolha é insignificante esquece de uma lei fundamental: o mar é feito de gotas, e o seu grão de areia é exatamente o que faz a diferença entre o equilíbrio e o caos.
O seu voto tem poder e faz toda a diferença.
Depois que a urna fecha e o resultado é proclamado, não adianta gastar energia chorando sobre o leite derramado ou reclamando dos rumos do país. A responsabilidade pelo futuro começa naquilo que você decide ativar (ou negligenciar) no presente.
E para te ajudar, vale a pena resgatar o conceito de juízo. Ter juízo não é apenas seguir regras impostas ou agir por medo; o verdadeiro juízo é a faculdade mental de discernir, de avaliar causas e efeitos com clareza, separando o impulso cego da escolha consciente.
Você escolhe como agir com base no que sente, mas não escolhe o que sente para dar o primeiro passo na história. Ou seja: você é livre para executar uma escolha, mas o que estar por trás dela, nasce de forças profundas do inconsciente que fogem ao seu controle direto.
E é aqui que entra um dos grandes pensadores do século XIX, que eu amo, o filósofo Arthur Schopenhauer. Ele dedicou sua vida a investigar a Vontade ? essa força motriz invisível que empurra o ser humano para a ação.
Schopenhauer desmontou o piloto automático com uma frase célebre: "O homem pode fazer o que quer, mas não pode querer o que quer", ou na frase original:
"Tu podes fazer o que tu queres: mas, em qualquer momento dado da tua vida, tu podes querer apenas uma coisa definida e nenhuma outra".
O que Schopenhauer quis dizer com isso?
Que a maioria das pessoas age movida por impulsos automáticos, por heranças inconscientes ou por pressões externas, acreditando que está escolhendo livremente, quando na verdade está apenas repetindo padrões.
Schopenhauer também nos ensinou que ?como guia das nossas próprias aspirações, não devemos tomar imagens da fantasia ou desejos passageiros, mas conceitos claros e racionais?.
Traduzindo: Será que quando você vai à urna ou toma uma decisão na vida, você está agindo sob os velhos automatismos familiares ou usando o seu discernimento maduro?
O que aconteceu com a gente? Por que tantas vezes paralisamos ou erramos o alvo nas grandes decisões?
Com o passar do tempo, criamos o hábito perigoso da passividade e da terceirização. Caímos na armadilha da preguiça e da inércia ? esse pecado capital de quem cruza os braços e escolhe a zona de conforto.
Nós esperamos que a mudança aconteça de fora para dentro, acreditando que o governo, as circunstâncias ou a economia devem resolver os nossos problemas; ou esperamos de cima para baixo, aguardando que a liderança ou as autoridades tomem a iniciativa, como se o indivíduo não tivesse nenhum papel a cumprir.
Ficou confortável criticar a política e a sociedade como se fôssemos espectadores de um filme, e assistimos tudo na TV, fingindo não ter controle sobre o roteiro.
Mas se você der um passo atrás e elevar a sua perspectiva ? como quem olha o planeta Terra lá do alto, adotando a lucidez da quarta posição da PNL ?, você enxerga o Brasil no cenerio mundial e espiritual.
Você percebe que o nosso país não é um território qualquer: como nos lembravam grandes espíritos e profetas como Chico Xavier, o Brasil está no centro de um importante circuito espiritual, concebido para ser o coração do mundo e a pátria do futuro.
Ele une a missão de ser o celeiro do mundo na matéria ? abastecendo a humanidade com o sustento físico ? à responsabilidade de irradiar fraternidade e regeneração espiritual.
Nesse nível de consciência, a inércia deixa de ser apenas um conforto e se torna uma omissão imperdoável. Quando você guarda a sua voz e a sua força na gaveta, você permite que o destino do planeta e da nossa grande casa comum seja decidido por quem não tem o menor compromisso com a vida.
É por isso que o voto de hoje, na cabine de votação, transcende a política partidária: ele é a materialização física dos seus valores mais profundos, o exercício do seu juízo e a resposta direta ao chamamento espiritual do Brasil como o coração e o celeiro do mundo.
Como aplicar o verbo AGIR no seu dia a dia e transformar intenção em resultado real?
1. Assuma a autoria da sua realidade: Pare de esperar o cenário perfeito ou o "salvador da pátria" para começar a fazer a sua parte. Rompa com a preguiça e a inércia. A responsabilidade pelos rumos do país e da sua família é co-criada por cada cidadão ativo.
2. Separe a emoção reativa da escolha consciente: Antes de tomar qualquer decisão importante ? seja na cabine de votação ou diante de um desafio pessoal ?, respire fundo. Não faça da sua decisão uma repetição cega de crenças dos seus pais (que viveram em outro contexto e outra realidade) ou dos seus ancestrais.
Se você silenciar o barulho externo e escutar o seu coração e a sua verdadeira essência, você saberá exatamente em quem votar: naquele que promove um Brasil de todos, inclusivo e que cuida não apenas do nosso povo, mas do planeta. Pense no coletivo sob a ótica do pensamento sistêmico: o que faz a verdadeira diferença é quem olha para o todo. Essa é a essência do posicionamento de um líder maduro, que se coloca a serviço do sistema que o elegeu e do futuro da sociedade, e não apenas dos interesses da sua família atual ou de origem.
3. Compreenda o poder do seu "grão de areia": Entenda que a sua ação não é um mero fazer por fazer, mas sim o princípio ativo de um remédio potente no organismo social. Ela atua, movimenta e provoca reações em cadeia na harmonia do todo. Nunca subestime o peso de um voto consciente.
4. Exerça a sua cidadania com juízo e presença plena: Hoje, ao ir às urnas, faça isso com a sobriedade de quem usa o discernimento (o juízo) para construir o futuro, deixando de lado as ilusões passageiras criticadas por Schopenhauer. Entregue o seu voto como quem planta uma semente com intenção clara.
5. Alinhe pensamento, palavra e conduta: Na PNL, congruência é a chave da alta performance e da paz interior. Não adianta desejar um país ético e próspero se agimos com apatia ou incoerência. Agir com integridade é fazer o que é certo antes que o problema se instale, para não ter que chorar sobre o leite derramado depois.
Agir é romper a barreira da inércia. É lembrar que a força que movimenta a história ? do micro ao macro, da nossa casa ao planeta ? é a mesma força que habita em cada decisão consciente tomada dentro de você.
Então, diante de tudo o que está em jogo para o Brasil e para a humanidade... o que você decide hoje?
Vamos agir?!
Que o Divino SER guie a sua consciência e fortaleça o seu EU, para VOCÊ fazer a diferença junto com todos os outros ELES da nossa grande família brasileira.
Minha gratidão por estarmos juntas e juntos nessa Guiança de hoje.
Faça um excelente voto, um domingo consciente e até o próximo domingo!