Você sabia que o seu corpo entende a falta de alegria do mesmo jeito que entende uma ameaça física de morte.
Se tem uma coisa que todo mundo busca hoje em dia, é um pouco mais de leveza. A nossa rotina já é pesada demais para gente passar o tempo todo tensa, sem espaço para curtir a vida. A questão é que a gente vive deixando a alegria para depois: para quando as férias chegarem, para quando o dinheiro entrar, para quando quitar as dívidas ou para quando resolver todos os problemas da família. Só que o tempo vai passando e acabamos adiando momentos simples que poderíamos aproveitar hoje, esperando por esse dia que nunca chega.Pior ainda: o corpo acaba pagando a conta, acumulando estresse e desregulando completamente a saúde. Conhece isso, de alguma maneira, não é?!
Falei na semana passada sobre nos permitir a SENTIR ? acolher as emoções, reconhecer os sinais do corpo e ouvir o que o nosso estado interno estava tentando nos dizer. Hoje, demos o passo seguinte: o verbo é ALEGRAR.
Alegrar significa dar vida, reanimar e trazer alegria. No comportamento humano, é a decisão consciente de devolver o corpo e a mente ao estado de equilíbrio depois de longos períodos de estresse ou dor de sentir a tristeza.
Mas o que a ciência mostra sobre a tristeza prolongada e a metabolização da glicose é impressionante. Quando lidamos com eventos impactantes ? como perdas, estresse crônico ou tristeza profunda ?, o sistema nervoso reconhece esse estado como uma ameaça contínua.
Em resposta ao sofrimento emocional prolongado, ocorre a ativação do eixo HPA (Hipotálamo-Hipófise-Adrenal) e a liberação dos hormônios do estresse, como o cortisol, a adrenalina e o glucagon. O problema é que o excesso desses hormônios gera resistência à insulina e hiperglicemia, sinalizando para o fígado liberar mais glicose na corrente sanguínea e reduzindo a sensibilidade à insulina nos tecidos periféricos.
Essas são as respostas fisiológicas ao estresse: como o corpo não distingue a dor emocional do perigo físico, ele se prepara para "lutar ou fugir", elevando os níveis glicêmicos. Esse quadro se reflete diretamente em exames laboratoriais, como a glicemia de jejum e a hemoglobina glicada, simulando ou desencadeando uma hiperglicemia reativa ao estresse.
O que acontece na prática é o seguinte: Nestes casos, a causa real do problema é emocional. Quando a pessoa recebe remédios hipoglicemiantes, a glicose cai à força. Mais tarde, quando o estresse diminui ou a tristeza passa, a glicose naturalmente voltaria ao nível normal. O problema é que, como a pessoa já recebeu o diagnóstico de diabetes e continua tomando o remédio sem precisar mais dele naquele momento, a medicação desregula todo o metabolismo. Essa bagunça química gerada pelo remédio desnecessário acaba criando uma alteração real no corpo, transformando um estado temporário de estresse em um quadro permanente.
Por isso, tratar apenas a alteração bioquímica sem olhar para a causa emocional talvez seja um dos maiores erros da atualidade. Sem o devido acompanhamento multiprofissional, a estabilização metabólica e a autonomia do paciente ficam comprometidas. Linguagem muito técnica, não é mesmo?!!
Falando em português bem claro: quando você fica estressada por muito tempo com o seu trabalho, com a sua empresa, com o casamento ou com qualquer problema grave, e a tristeza toma conta porque você sente que não consegue mudar a situação, o seu corpo sofre um impacto direto. Esse estresse contínuo faz o organismo disparar hormônios como o cortisol e a adrenalina, o que aumenta o nível de açúcar no sangue. A consequência disso é um aumento da glicose que pode levar até a um diagnóstico de diabetes.
O seu corpo não sabe diferenciar um assalto na rua de um boleto atrasado ou de uma briga familiar. Ele entende o estresse e a tristeza prolongada como um perigo constante de morte e se prepara para reagir jogando mais glicose na corrente sanguínea para dar energia aos músculos. Se você não corre e nem luta, essa glicose fica encalhada no seu sangue. Se você tratar apenas o resultado do exame de sangue tomando remédio, mas não cuidar do estresse e da causa emocional, fica muito mais difícil controlar a glicose e recuperar a sua saúde.
Pense em quantas pessoas você conhece que, do nada, receberam o diagnóstico de diabetes. Se você conversar com elas, vai perceber um padrão claro: a maioria passou por um grande susto, uma perda de um parente querido, um divórcio doloroso ou um período de estresse financeiro muito pesado logo antes da doença aparecer. A ciência comprova isso: estudos mostram que episódios de grande estresse emocional desregulam o metabolismo de forma imediata e fazem o corpo travar a produção correta de insulina.
A alegria é a ordem que o seu cérebro dá para o pâncreas voltar a funcionar direito.
Existe uma conexão poderosa que cientistas e neurocientistas fora do Brasil começaram a explicar agora: o seu cérebro e o seu pâncreas conversam direto através de um nervo chamado nervo vago.
A maioria das pessoas acham que o pâncreas trabalha sozinho, dependendo só da comida que a gente come. Só que a ciência já provou que o pâncreas é ligado direto ao cérebro por essa grande linha de comunicação.
Para você ter ideia, em novembro de 2023, a famosa revista científica Nature publicou um estudo mostrando que, quando esse nervo é ativado, ele melhora na hora a produção de insulina e ajuda a controlar o açúcar no sangue. Além disso, pesquisadores do renomado Instituto Max Planck de Pesquisa em Metabolismo, Alemanha, eles também já comprovaram como esse circuito envia ordens diretas para ajustar a glicose.
O nervo vago funciona como um fio elétrico direto entre a sua mente e o seu corpo. Quando você vive sem alegria, triste ou sob estresse pesado o tempo todo, esse fio manda uma ordem que trava o funcionamento do pâncreas.
Agora, quando você dá uma risada gostosa e vive momentos de leveza, esse mesmo fio é ativado na hora. Ele manda um sinal direto para o pâncreas e para o fígado pararem de jogar açúcar no sangue e aproveitarem a insulina muito melhor.
E o mais impressionante é perceber como a ciência moderna e a visão sobre a saúde do corpo como um todo se encontram no mesmo ponto.
Louise Hay já falava sobre isso lá em 1976, quando publicou o livro Cure Seu Corpo. Muito antes da neurociência comprovar esses eixos biológicos, a metafísica dela já explicava que a emoção é a porta de entrada para a doença física. Para a diabetes, ela apontava que o padrão emocional por trás do sintoma é a sensação de que a vida perdeu o doce, de que a rotina ficou amarga e de que não sobrou espaço para a alegria. E ela propunha uma reprogramação mental simples para mudar essa crença sobre a saúde: "Eu decido viver com leveza e aceito a doçura do dia de hoje."
Na PNL (Programação Neurolinguística), nós entendemos que a sua mente não trabalha com o que é real ou imaginário, ela trabalha com o que você representa para ela. Se você repete mentalmente o dia inteiro que a vida está pesada, que tudo é difícil e que você não tem tempo para nada, o seu cérebro entende essa mensagem e ajusta toda a sua química corporal para o modo de sobrevivência.
Quando você decide alegrar a sua vida e praticar momentos de alegria, o seu corpo muda na hora.
Quando você faz coisas que trazem alegria de fato, o seu cérebro libera substâncias naturais como dopamina, serotonina e endorfinas, que acalmam a mente e diminuem a agitação do corpo. Isso faz os níveis de hormônios do estresse e a inflamação baixarem, ativando o tal nervo vago, o que ajuda o seu corpo a processar melhor o açúcar no sangue e a controlar a glicose. No fim das contas, ALEGRAR devolve a energia, a clareza mental e a saúde que você precisa para voltar a ter o controle da sua própria rotina.
Para mudar o que você acredita sobre a sua saúde e fechar a porta para a doença, o caminho é agir no seu dia a dia. Aqui estão as orientações e exercícios práticos para colocar em execução nesta semana e ALEGRAR, não necessariamente nessa ordem, mas faça todos.
? 1. Descubra a origem do problema: Olhe para o seu corpo hoje. Preste atenção se os sintomas ou a alteração na sua glicose não começaram logo depois de um período de muito estresse, raiva ou tristeza que você guardou para si. Escreva em um papel quando esse peso começou.
? 2. Faça o estímulo vago-sensorial (Exercício de PNL para ativar o nervo vago): Lembre-se agora de um momento da sua vida em que você se sentiu extremamente leve, feliz e dando risada e até gargalhadas. Feche os olhos por alguns segundos, veja o que você via, ouça o que ouvia e sinta no corpo aquela sensação gostosa, sinta essa alegria. Ao mesmo tempo, solte o ar pela boca bem devagar, fazendo um suspiro longo de alívio. Esse suspiro associado à memória alegre envia um sinal imediato pelo nervo vago para relaxar o sistema nervoso e o pâncreas.
? 3. Assista a pelo menos um filme de comédia por semana para dar risadas: Coloque na sua agenda como um compromisso inegociável no seu plano de saúde. Escolha pelo menos uma vez por semana um filme de comédia leve que faça você rir e rir bastante. O ato de dar gargalhadas contrai o diafragma, estimula fisicamente o nervo vago e descarrega uma dose imediata de endorfina no sangue, quebrando o ciclo do estresse acumulado na semana.
? 4. Pratique micro momentos de alegria: Escolha todo dia uma coisa simples que faça você sorrir e relaxar. Eu mesma faço isso na minha rotina: paro alguns minutos para brincar com o Niko (o Gato). Quem me acompanha já sabe como ele entrou na minha vida e como a gente se cuida. Dar uma risada com as estripulias dele muda na hora o meu estado. Para você, pode ser algo no seu dia a dia: uma caminhada curta olhando as árvores, conversar com alguém querido, ouvir uma música que você gosta ou tomar um café sem olhar para a tela do celular. Não espere ter duas horas livres; comece com 5 minutos de presença absoluta.
? 5. Cuide do corpo e da mente ao mesmo tempo: Não tente resolver tudo sozinha. Faça o acompanhamento com médico e nutricionista para ajustar a sua alimentação e os seus exames, mas busque também cuidar das suas emoções e reprogramar a sua mente, com as terapias que você mais se identifica ? mas faça. E se você quiser a minha ajuda direta nesse processo, através da minha mentoria e das minhas sessões de atendimento individual para reprogramar esses padrões emocionais, o link e o nosso contato do WhatsApp estão aqui logo abaixo. O importante é não caminhar sem apoio e cuidar da sua saúde por inteiro.
Alegrar é reavivar a vida dentro de você. É a decisão diária de nutrir a sua alma, resgatar o entusiasmo e reabrir a sua essência para tudo o que é leve e bom. Do ponto de vista espiritual, alegrar é reconectar o seu ser com a energia da criação, permitindo que a saúde volte a fluir naturalmente por todo o seu corpo, mente e espírito.
Então o que você decide?
Vamos alegrar?!
Que o Divino SER devolva a alegria a seu EU para VOCÊ se Alegrar junto com todos os outros ELES de sua família.
Minha gratidão por estarmos juntas e juntos nessa Guiança.