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27/09/2026 às 4:48h

Texto:Roberta Forastieri

Você sabia que existe um tipo de cirurgia que o seu corpo faz todos os dias sem usar nenhum bisturi, sem anestesia e sem você nem perceber?


Se você fizer um corte no dedo agora, você não precisa ficar mandando o sangue estancar ou mandando a pele se fechar, não é mesmo. Nosso corpo simplesmente sabe o que fazer. Existe um curador interno trabalhando 24 horas por dia dentro de você.


A questão é que a maioria das pessoas passa a vida inteira desligando o botão desse curador sem saber ? através do estresse contínuo, da ansiedade e da desconexão com a própria essência.


Dando continuidade à nossa Guiança hoje nosso verbo é o CURAR.


Hoje eu quero bater um papo direto com você sobre como a gente pode reativar essa farmácia natural e essa inteligência viva, curadora que já habita em nosso corpo. Vamos conversar sobre como a gente costumava usar essa força no nosso dia a dia, em que momento acabamos deixando o nosso curador interno de lado e como resgatar tudo isso juntando a sabedoria ancestral, o ocultismo e a neurociência moderna de um jeito simples e prático. 


Quando pensamos na palavra cura, é comum lembrarmos imediatamente de remédios, diagnósticos e intervenções externas. No entanto, o ato de curar começa antes de qualquer recurso de fora. A cura verdadeira é a ativação da sua própria inteligência biológica e espiritual.


Curar é o movimento em que o seu corpo, a sua mente e a sua essência lembram exatamente do caminho de volta para a ordem. A natureza inteira busca o equilíbrio o tempo todo. Nosso corpo já nasceu sabendo disso, se autorregular. O nosso papel aqui é entender como religar tudo isso.


Se olharmos para as tradições mais antigas da humanidade, a visão de saúde sempre foi integrativa. No Xamanismo ancestral, o curador ou a curadora da tribo nunca olhava para o sintoma isolado. A pergunta do xamã para quem buscava ajuda sempre passava por quatro pilares essenciais:

1. Quando foi que você parou de cantar?

2. Quando foi que você parou de dançar?

3. Quando foi que você parou de se encantar com as histórias da vida?

4. Quando foi que você parou de encontrar conforto no silêncio?


Na visão xamânica, a perda da saúde começa quando perdemos o contato com a nossa própria força vital. O corpo físico reflete aquilo que o campo emocional já não consegue sustentar com harmonia.


Nas filosofias orientais milenares, como a Medicina Tradicional Chinesa e o Ayurveda, esse princípio é exatamente o mesmo. A saúde é o fluxo contínuo da energia vital ? o Chi ou o Prana. Quando a energia flui sem obstáculos, os órgãos trabalham em sinergia perfeita. O sintoma é apenas o sinal de que o fluxo precisa ser desobstruído.


No século XIX, Helena Blavatsky resgatou as filosofias ocultas e orientais para o Ocidente, mostrando que a gente não é só essa massa muscular ou um amontoado de ossos. Nós somos formados por vários corpos que trabalham juntos o tempo todo:

? Corpo Físico: formada por ossos, músculos, órgãos e tecidos. É ele que permite a gente andar, tocar, comer e viver no mundo material.

? Corpo Energético (ou Etérico): É a camada sutil que abraça o corpo físico. Ele se manifesta através da nossa vitalidade, do ritmo da nossa respiração e do fluxo da energia pelos chakras. É ele que distribui a força vital para manter o corpo físico funcionando de pé.

? Corpo Emocional (ou Astral): É a camada ligada aos nossos sentimentos. Ele se manifesta em cada alegria, tristeza, raiva, medo e afeto que a gente sente no dia a dia. É o corpo que processa tudo o que a gente vive nos relacionamentos e que muitas vezes reflete direto em reações no nosso corpo físico.

? Corpo Mental: É a camada do pensamento e da cognição. Ele se manifesta através de ideias, crenças, raciocínios, memórias e imagens mentais. É ele que interpreta a nossa realidade, planeja, analisa o que acontece ao nosso redor e molda toda a nossa percepção do mundo.


A chave de tudo é entender que o corpo físico é só a última etapa. A saúde de verdade é moldada primeiro nesses corpos mais sutis ? nas nossas ideias, nas nossas emoções e na nossa energia. Quando a gente organiza o que está pensando e sentindo e harmoniza a nossa energia, essa matriz sutil se reorganiza inteira e o corpo físico responde na hora, recuperando o seu equilíbrio natural.


Hoje a ciência explica isso de um jeito muito simples através da epigenética, que nada mais é do que a prova de que o seu estilo de vida e os seus pensamentos dão ordens para o funcionamento do seu corpo.


Para você entender como isso funciona na prática, imagine que o seu corpo tem dois botões principais no sistema nervoso: o botão do alerta e o botão do descanso.


O primeiro é o botão do alerta (que a ciência chama de sistema simpático). Ele liga quando você vive preocupada, com medo, estressada ou correndo contra o tempo. Quando esse botão está apertado, o seu corpo entende que você está em perigo. O coração dispara, os músculos ficam tensos e o organismo para de cuidar da sua saúde interna, da sua digestão e da sua imunidade, porque toda a energia está voltada para se defender.


O segundo é o botão da cura e da restauração (que a ciência chama de sistema parassimpático, ativado pelo nervo vago). Ele liga quando você desacelera, respira fundo e se sente em paz, segura e tranquila. É exatamente nesse momento que a sua farmácia interna entra em ação.


Quando você acalma a sua mente e liga esse botão da tranquilidade, o seu cérebro manda uma mensagem química na hora para o seu corpo inteiro: diminui os hormônios do estresse, baixa as inflamações, organiza os seus hormônios e dá espaço para os seus órgãos trabalharem do jeito certo. A cura no corpo físico acontece quando você dá um descanso para a sua mente. Essa é a perfeição de nosso sistema, trabalhar em harmonia entre os dois lados.


E o que aconteceu com a gente? Por que nós esquecemos dessa inteligência tão perfeita?


Com o passar do tempo, a gente foi terceirizando totalmente a nossa saúde. Passamos a acreditar que só quem entende do nosso corpo é quem está de fora, com um diagnóstico ou uma receita na mão. Ficou fácil achar que a resposta para qualquer incômodo vem sempre em uma pílula ou em uma solução pronta, e a gente simplesmente parou de escutar o que o próprio corpo está gritando por dentro.


Nós quebramos essa ponte e desligamos o botão da nossa autocura. Em vez de usarmos o botão do alerta só na hora em que precisamos nos defender de um perigo de verdade, nós passamos a viver com ele travado, ligado 24 horas por dia. O corpo pede calma, pede pausa, e a gente responde com mais correria, mais cobrança e mais remédios para abafar os sinais.


É exatamente por isso que aquela pergunta que os xamãs faziam antigamente continua tão atual e faz tanto sentido hoje. Quando a nossa conexão interna quebra, o xamã não pergunta qual é o seu sintoma, ele pergunta para a sua alma:

1. Quando foi que você parou de cantar e de se expressar?

2. Quando foi que você parou de dançar e de mover a sua energia com alegria?

3. Quando foi que você parou de se encantar com as coisas simples da vida?

4. Quando foi que você parou de encontrar paz e aconchego no seu próprio silêncio?


Percebe como tudo se conecta? Quando você resgata essas respostas, você destrava o botão do alerta e volta a ligar o botão da restauração. A cura começa no momento em que você decide reatar essa parceria com a sua mente, com as suas emoções e com a inteligência natural do seu próprio corpo.


Como aplicar essa inteligência no seu dia a dia de forma simples, direta e transformadora?

1- Crie pausas de descompressão: Dedique alguns minutos do seu dia para respirar de forma consciente. A respiração profunda e pausada é a chave direta para ativar o sistema parassimpático e sinalizar segurança para as suas células. Você pode fazer isso em qualquer momento de seu dia, mas eu quero que faça isso principalmente antes de começar a comer, quando estiver comendo e na hora em que se deitar na sua cama para dormir.

2- Reconecte-se com a natureza e com o silêncio: Assim como nos ensina o Xamanismo, o contato com a terra, com a luz do sol e com o silêncio desacelera as ondas cerebrais, drenando a hiperativação do estresse. Se na sua casa não tem terra , se mora em apartamento então quando tivar em casa ande descalça. Coloque seus pês no chão. Mas se tem terra e grama então caminhe um pouco na terra. E fique um pouco em contato com ela contemplando e em silêncio. 

3- Reprograme o seu diálogo interno: Se você vem me acompanhando por aqui sempre falo da ladainha mental que temos. Substitua a ladainha negativa por afirmações de apoio à sua regeneração. Lembre que o que pensa determina o que seu corpo vai produzir quimicamente, E tudo começa com o pensamento, a voz de comando que dá a si mesma.

4- Pratique micro-momentos de presença: Eu mesma faço isso na minha rotina diária: paro alguns minutos para brincar com o Niko. Quem me acompanha por aqui já sabe como ele entrou na minha vida e como a gente se cuida. Dar uma risada com as estripulias dele muda o meu estado de espírito na hora! Para você, pode ser cuidar do seu animalzinho, regar as suas plantas ou simplesmente tomar um café em silêncio, contemplando o seu espaço.

5- Cuide do corpo e da mente ao mesmo tempo: Entre os índios Lakota, existe o ritual sagrado da tenda do suor ? o Inípi ?, que significa literalmente "nascer de novo". Eles usam o calor, as ervas e o vapor para limpar as toxinas do corpo físico, enquanto as orações e o silêncio limpam as toxinas da mente e do espírito. O ensinamento milenar Lakota é claro: o corpo não limpa sem a mente, e a mente não se renova sem o corpo.


Se você tiver a oportunidade de vivenciar uma tenda do suor de verdade algum dia, aproveite, porque é uma experiência incrível. Inclusive, eu indico demais o meu grande irmão Sthan Xanniã Tehuantepeltl, lá em Cotia, São Paulo, no espaço @aosfilhosdaterra, para te conduzir com toda a sabedoria e segurança nessa vivência.

Mas, para trazer essa sabedoria para a sua rotina hoje, de um jeito supersimples, você pode fazer o seu próprio ritual em casa com um escalda-pés. A gente pode até brincar e chamar de uma "tendinha para os pés", até porque tudo o que a gente faz nos pés reflete no corpo inteiro.


É simples assim: coloque água morna em uma bacia com um punhado de sal grosso e as ervas que você tiver em casa ? pode ser camomila, alecrim ou lavanda. Enquanto deixa os pés ali na água gostosa, feche os olhos, desligue o celular e escolha ficar alguns minutos em silêncio ou fazendo uma oração sincera do seu coração.


Sinta o calor da água subindo, relaxando as suas pernas e puxando todo o cansaço do seu corpo, enquanto a sua mente vai se acalmando. Esse gesto simples de parar, cuidar de você e estar presente é o caminho mais prático para acalmar o seu sistema nervoso, religar a sua farmácia interna e despertar de vez o verbo CURAR dentro de você.


Curar é reatar a aliança com a vida que habita em você. É lembrar que a força do Criador, que deu origem a todo o seu ser, é a mesma força viva que sustenta a regeneração de cada célula sua todos os dias.


Do ponto de vista espiritual, curar é permitir que a luz do seu Eu Superior flua sem bloqueios por todo o seu ser, restaurando a harmonia entre corpo, mente e espírito.


Então, o que você decide hoje?


Vamos curar?!


Que o Divino SER devolva a saúde e a harmonia ao seu EU, para VOCÊ se Curar junto com todos os outros ELES de sua família.


Minha gratidão por estarmos juntas e juntos nessa Guiança. 

Até o próximo domingo!


Links 

? Canal: https://www.youtube.com/@robertaforastierioficial


? Baixe o Guia Prático de PNL: https://www.escoladepnl.com.br/


? Grupo EUMENUTRO com Roberta Forastieri: https://chat.whatsapp.com/JcEikpBMTo91y7qiKEcKfJ?mode=gi_t


? Agende sua Mentoria/Terapia Individual com Roberta Forastieri pelo WhatsApp (84) 98607-1797 ou clique para Consultoria e Treinamentos corporativos: 

? https://1sh.co/Humanocenter



? Vivência da Tenda do Suor (Sthan Xanniã Tehuantepeltl - Espaço Aos Filhos da Terra):

? Site: https://aosfilhosdaterra.com/

? Instagram Aos Filhos da Terra: https://www.instagram.com/aosfilhosdaterra

? Instagram Sthan Xanniã: https://www.instagram.com/sthan_xannia_tehuantepeltl