Você se deita na cama para dormir... mas a sua cabeça fica a mil por hora?
Você tenta descansar no final de semana, porque acha que tem mais tempo, se senta no sofá, mas no fundo do peito sente uma angústia, um nó, uma culpa, como se estivesse esquecendo de fazer algo importante, como se estivesse cometendo um erro, não tendo a permissão para descansar realmente... Então pare tudo o que você está fazendo e me escute agora: a sua mente não está apenas cansada, ela travou e te colocou no modo de sobrevivência. É uma sensação que sua mente esta igual ao seu celular cheio de abas abertas e bem lenta. O seu corpo está quase parando, mas a sua cabeça parece correndo uma maratona... Quero dizer a você que não está sozinha sentindo isso. O que você está vivendo é o mal do nosso século. É o que a neurociência chama de Síndrome da Mente Hipervigilante.
Seu cérebroo simplesmente perdeu a capacidade biológica de entender quando o perigo acabou. Está sempre alerta. Ele aprendeu a operar no modo de sobrevivência, 24 horas por dia, 7 dias por semana.
Na semana passada nós aprendemos a INTEGRAR as nossas partes em conflito e parar de guerrear contra nós mesmas. Mas para que essa paz se sustente na sua rotina, hoje você precisa dominar o próximo verbo.
Vamos aprender a praticar O VERBO DESLIGAR.
Seja muito bem-vinda e bem vindo neste canal para desenvolvimento do seu SER! Pega seu papel, sua caneta, diminua o ritmo a partir de agora e se prepara para desativar o ruído da sua mente e recuperar a sua paz.
Algum de nós aprendemos de uma forma equivocada o que significa a palavra descanse.
Quando chegamos em casa exaustas, o que é que fazemos automaticamente?
Nós nos sentamos ou nos deitamos na cama, e hoje em dia, além disso, pegamos o celular e ficamos correndo o dedinho. Começamos a rolar o feed do Instagram, ver vídeos no TikTok, olhar mensagens de trabalho ou as mensagens de sua whatsapp, e dizemos para nós mesmas: Estou descansando.
Mas deixa eu te falar uma coisa que é libertadora da PNL e da Neurociência: olhar para telas NÃO desliga o seu cérebro e muito menos a sua mente. Pelo contrário! Toda vez que você consome um vídeo rápido, uma notícia, uma foto ou uma notificação, o seu cérebro interpreta aquilo como estímulo. Ele continua emitindo frequências cerebrais do tipo Beta High ? ondas cerebrais, geralmente entre 20 Hz e 30 Hz, as mesmas frequências de quando você está resolvendo um problema crítico no trabalho ou enfrentando um perigo.
O seu corpo físico está paradão no sofá, mas o seu sistema nervoso central está travando pequenas batalhas químicas a cada segundo. É por isso que você passa duas horas descansando no celular e levanta ainda mais cansada do que quando sentou!
Quando nós não sabemos desligar intencionalmente a mente, nós ativamos de forma desordenada a Default Mode Network ? a Rede de Modo Padrão do cérebro.
Sabe o que essa rede faz quando está desgovernada?
Ela faz você lembrar de culpas do passado: 'Por que eu falei aquilo naquela reunião?'
Ela projeta cenários catastróficos no futuro: 'E se a conta não fechar mês que vem?'
E ela te cobra no presente: 'Você deveria estar produzindo agora, e fica ai nesse sofá.
E sabe qual é o impacto disso na sua vida?
Você fica presente de corpo, mas completamente ausente de alma, totalmente dissociada se você mesma.
Um exemplo: você está com os seus filhos ou com seu parceiro, a sua cabeça está nas pendências do trabalho. Quando você está no trabalho, a sua cabeça está na culpa de não dar atenção à sua família. Nunca está presente em seu corpo e sua mente fica em outro lugar que não é onde seu corpo está.
Você não consegue nutrir o seu EU, não consegue se conectar com o seu VOCÊ, e fica incapaz de estar inteira para os ELES da sua vida.
Sabe por que tentar fechar os olhos e dizer 'Eu preciso dormir! Eu tenho que parar de pensar!' só te deixa mais agitada?
Porque na PNL, as palavras- preciso e tenho que- são operadores modais de necessidade. Elas soam para o seu cérebro como uma ordem de emergência, uma ameaça! Toda vez que você se cobra para dormir na marra, o seu cérebro entende que há um perigo no ar e libera mais química de alerta.
Para o seu cérebro desligar, você precisa trocar a exigência do PRECISO pela leveza da PERMISSÃO: Eu me dou permissão para relaxar o meu corpo agora.
A sua mente precisa perceber, através dos seus filtros sensoriais ? da sua linguagem Visual, Auditiva e Cinestésica (VAK) ?, que o ambiente ao seu redor é seguro, que o perigo imediato passou e que as pendências da sua vida têm um lugar certo para morar.
Aprenda isso: DESLIGAR não é abandonar as suas responsabilidades.
DESLIGAR é criar uma pausa estratégica e ecológica para regenerar a sua energia. Uma mente que não desliga é uma mente que quebra.
E agora eu quero te convidar a vivenciar comigo uma ferramenta prática para você desativar esse estado de alerta hoje mesmo. Pare tudo que está fazendo.
Reserve este momento exclusivamente para você. Se for seguro, ajeite-se na sua cadeira, encoste as costas, apoie a planta dos dois pés no chão e desacelere. Vai durar somente alguns minutinhos, e logo depois vai sentir muito melhor.
Perceba o seu corpo agora. Solte os ombros, deixando que eles caiam para longe das orelhas.
Desencoste os dentes e relaxe a articulação do seu maxilar. Alie a sua fisionomia: suavize a testa, relaxe os músculos ao redor dos olhos e das pálpebras.
Agora, vamos mudar a química do seu corpo através da respiração. Inspire profundamente pelo nariz contando até 4...
1... 2... 3... 4...
E solte o ar devagar pela boca em 6 segundos, fazendo um leve suspiro...
1... 2... 3... 4... 5... 6... (Pausa de 3 segundos)
Toda vez que você prolonga a expiração e solta o maxilar, você envia uma mensagem direta pelo seu nervo vago para o cérebro: O perigo acabou. Nós podemos desacelerar.
Agora, com os olhos fechados ou focados em um ponto fixo, perceba o ruído das abas da sua mente.
Em vez de lutar contra eles, esses ruídos como os pensamentos, e neles o trabalho, as contas, a família, os problemas... e assim tudo que está ai dentro de sua cabeça acontecendo, imagine mentalmente que à sua frente existe uma caixa forte, bonita e segura.
Nós vamos tirar essas preocupações de dentro da sua cabeça. Visualmente, pegue cada pendência, cada ?tenho que fazer? cada dúvida e coloque delicadamente dentro dessa caixa.
Olhe para essa caixa e dê um comando claro para o seu inconsciente:
Eu vejo vocês. Vocês são importantes. Mas agora não é o momento de resolver. Vocês estão guardadas e seguras aqui, e eu assumo o controle de quando vou abrir esta caixa novamente.
Sinta a sua cabeça ficando mais leve à medida que você esvazia o espaço interno.
Agora, traga a sua mão direita e coloque-a espalmada sobre o centro do seu peito. Sinta o calor da sua mão e o ritmo tranquilo do seu coração.
Repita internamente comigo essa afirmação de comando e permissão:
Eu me dou permissão para desligar o ruído do mundo.
Eu desligo o estado de hipervigilância.
O meu valor não está no meu esgotamento. Eu sou mais importante que isso.
Eu escolho estar inteira e em paz no aqui e no agora.
Respire fundo mais uma vez... Sinta o peso do seu corpo se acomodando na cadeira, a clareza voltando e a paz ocupando o espaço onde antes havia ruído.
Agora, Abra os seus olhos devagar... Sinta a leveza que surge quando você assume o comando da sua própria mente.
Quando você aprende o verbo DESLIGAR, a sua noite de sono deixa de ser um momento de inquietação e vira uma restauração profunda. A sua presença com quem você ama deixa de ser acelerada e vira um presente de conexão real. E o seu trabalho no dia seguinte flui com o dobro de clareza e a metade do esforço.
Que o Divino Criador abençoe o seu EU, o seu VOCÊ e todos os ELES da sua vida com a sabedoria e a leveza de aprender a DESLIGAR, vivendo momentos de verdadeira presença e profundo descanso.
E aqui fica o nosso compromisso de Reciprocidade de todo domingo:
Se este texto trouxe paz para a sua alma e clareza para a sua mente, me ajude a fazer esta mensagem alcançar mais vidas!
Compartilhe esse texto e o link do grupo nos seus grupos de WhatsApp, com sua família, amigas e pessoas queridas que vivem cansadas e precisam aprender a desacelerar.
Muito obrigada pela sua presença amorosa aqui hoje. Um beijo enorme no seu coração e até o nosso próximo domingo!"